O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) confirmou nesta sexta-feira (20) que aceitou o cargo de presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso Cachoeira, que vai investigar o elo entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com parlamentares e outros agentes públicos. O nome do senador já era consenso no PMDB desde o meio da semana.
"É missão do partido, não tinha como negar. Agora, na terça-feira, vamos fazer uma reunião para começarmos a traçar uma estratégia de atuação", afirmou. Segundo o senador, a instalação oficial da comissão e a escolha do relator serão fundamentais para a definição dos primeiros passos da investigação. “Eu fui indicado pelo partido, mas ainda preciso ser eleito pela comissão. Eu estou recolhendo os nomes, a composição final será na terça-feira. Meu ponto de partida será a escolha do relator. Vou discutir com ele o modelo de formatação [do trabalho]. Aí vamos definir o roteiro”, disse.
Ontem, Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado, já tinha sinalizado a indicação de Rêgo. Segundo o blogueiro do UOL Josias de Souza ele não era a primeira opção. Antes, Renan convidara Romero Jucá (RR), que foi retirado por Dilma Rousseff do posto de líder do governo. Como Jucá rejeitou a indicação, o líder do PMDB então teria decidido pelo nome de Rêgo.
A expectativa é que a relatoria do caso fique com o PT, os nomes mais ventilados nos bastidores do Congresso são os dos deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Odair Cunha (PT-MG).
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